O Japão é um país montanhoso em mais de dois terços da sua superfície, onde cones vulcânicos, cumes escarpados e vales profundos se estendem por todo o arquipélago. A montanha mais alta e icónica é o monte Fuji sagrado (3 776 m), um estratovulcão perfeitamente simétrico, cujo cume é escalado todos os verões por centenas de milhares de peregrinos e turistas. No entanto, é sobretudo nos Alpes japoneses, no centro da ilha de Honshu, que se encontra um verdadeiro ambiente de alta montanha – as cadeias de Hida, Kiso e Akaiši, com picos como o Kita-dake (3 193 m), Okuhotaka-dake ou o recortado Jarigatake, onde os cumes rochosos, as cadeias de rocha e as escadas lembram as via ferratas alpinas. A norte, atrai o selvagem Parque Nacional Daisecuzan, em Hokkaidó, com a sua vasta tundra e ursos; a sul, as montanhas subtropicais de Kyushu, com os seus vulcões ativos. A cultura montanhosa japonesa é moldada pela famosa lista das cem montanhas notáveis (Hyakumeizan), cuja conquista gradual é o objetivo de uma vida inteira para muitos turistas locais. Graças à densa rede de refúgios de montanha, trilhos sinalizados e teleféricos, as montanhas japonesas contam-se entre as mais acessíveis do mundo — com as cores variadas do outono, os bosques de cedro envoltos em neblina e os prados alpinos acima da linha das árvores.
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